Baixa adesão e esvaziamento político: Adesivaço do PL expõe isolamento de Flávia Verdugo em Poá - POÁ COM ACENTO %
Por Adilson Santos – repórter
Poá, SP — O ato de rua promovido pelo Partido Liberal (PL) de Poá na tradicional Rua Guaraciaba (Rua das Torres), em Calmon Viana, no último sábado (17), escancarou a distância entre a narrativa oficial do partido e o cenário real verificado no local. Além do fraco contingente de público, a conduta da presidente da sigla, Flávia Verdugo, voltou a levantar questionamentos sobre sua maturidade e transparência política ao esconder o evento dos veículos de imprensa.
Em nota oficial enviada à reportagem por Elizete da Silva — indicada pela assessoria do deputado eleito Rodrigo Ashiuchi —, a direção do PL alegou que a ação do sábado (17) ocorreu das 9h às 13h e adesivou 200 veículos, “superando a meta prevista”.
No entanto, fotos e vídeos gravados no local por moradores e pelo próprio partido desmentem a euforia. Questionado pela reportagem sobre o movimento, um apoiador do PL respondeu de forma irônica e rindo: “Estava lotadaço!”, deixando transparecer o tom de deboche diante do esvaziamento.
Já imagens enviadas por um morador do bairro ao Canal do Leitor retrataram um ato apagado. Segundo a testemunha, a ação foi “zuado” e contou com um número inexpressivo de veículos e apoiadores.
A ação de sábado (17) foi organizada sem qualquer tipo de convite oficial ou comunicado enviado à imprensa local e regional. A decisão de realizar o evento “às cegas” para os jornais e portais da cidade coloca em evidência a estratégia da pré-candidata sic (para a prefeitura de Poá).
Para o repórter Adilson Santos, a conduta demonstra uma clara falta de preparo para lidar com o contraditório e com a transparência pública:
“A Flávia faz as ações e simplesmente não comunica a imprensa de Poá e da região. Isto mostra que Flávia quer a imprensa longe dela. Porque será? Fica o questionamento. Essa atitude revela uma profunda falta de maturidade política para quem se projeta como futura candidata a prefeita de Poá.” — Adilson Santos
A esquiva sistemática levanta uma dúvida incômoda nos bastidores políticos: por que manter os jornalistas afastados? Seria o medo de confrontar perguntas sobre a crise interna do partido, a ausência dos vereadores eleitos e o próprio fracasso de público nas ruas?
Vereadores distantes e respostas pela tangente
A fragilidade da liderança de Flávia Verdugo se reflete também na Câmara Municipal. Nenhum dos vereadores eleitos pelo PL de Poá esteve presente no ato de sábado. O próprio presidente da Casa de Leis, Lucas Ferrari, não tem acompanhado as agendas da presidente do diretório.
Indagado sobre a abertura de processos disciplinares ou expulsão dos parlamentares — tema que circula com frequência nas redes sociais —, o diretório do PL esquivou-se de responder objetivamente e limitou-se a declarar que “todos foram formalmente notificados pela direção do partido”.
A estratégia de isolamento de Flávia Verdugo cria um efeito reverso: ao tentar blindar sua imagem evitando a imprensa e maquiando dados de público, a pré-candidata apenas evidencia sua fragilidade articulatória.
Sem diálogo com a imprensa local, sem o apoio da bancada de vereadores de seu próprio partido e sem capacidade de arrastar multidões nas ruas, a musculatura política de Flávia Verdugo dá sinais claros de retração muito antes da corrida eleitoral de fato começar.
Fotos: Cidadão Repórter
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