Esquema que envolve Primeiro Comando da Capital tem participação de políticos locais

GAECO SUZANO.jpgNesta sexta-feira (2/2), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar deram cumprimento a 12 mandados de busca e apreensão e a sete mandados de prisão temporária, todos expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Suzano. Batizada de “Cooperativa”, esta é a quarta operação deflagrada pelo Gaeco só em 2018.

As ordens judiciais foram emitidas em razão do apurado em procedimento investigatório criminal que identificou o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) com a cooperativa responsável pelo fornecimento do serviço de transporte público na cidade de Suzano.

As investigações, que duraram cerca de um ano, constataram que a Cooper-Suzan é utilizada por membros do PCC como fachada para a exploração do tráfico de drogas na cidade, com a participação, inclusive, de políticos da região.

A Operação Cooperativa contou com a atuação de seis promotores de Justiça, dois agentes e aproximadamente 60 policiais militares.

Em 2017, o Gaeco deflagrou em média uma operação a cada cinco dias, atingindo números recordes. Foram registradas 880 buscas e apreensões e 1.339 prisões, o que representa crescimento de 17,8% e 8,7%, respectivamente, em relação a 2016. No item apreensão de drogas registrou-se também aumento expressivo em 2017 sobre 2016: 29,1%. Foram cerca de 24 toneladas apreendidas ao longo do ano passado.

Fonte: Núcleo de Comunicação Social do Ministério Público