contato@poacomacento.com(11) 96719-5194 facebooktwitterwhatsappinstagramyoutube

logo

Entre trocas de poder e falsos benfeitores: Quem realmente paga a conta da cidade? - POÁ COM ACENTO

publicado em:26/08/26 4:20 PM por: Redação Artigo

Por Adilson Santos

A vida urbana, em sua essência mais pura, deveria ser a celebração da coexistência. Cidade é movimento, é o espaço coletivo onde o direito de um termina para que o do outro possa existir com dignidade. No entanto, o que acompanhamos ao longo dos anos — entre trocas de mandatos, promessas renovadas e danças das cadeiras na política — é uma estagnação sufocante. Entra prefeito, sai prefeito, mudam os vereadores, e a cidade continua caminhando a passos lentos, muito aquém do potencial que possui.

O diagnóstico para esse atraso não é a falta de recursos, mas a proliferação das bolhas.

Criou-se uma cultura de encastelamento em que o interesse público é sistematicamente fatiado para servir a feudos particulares. Na política, a fidelidade partidária ou ideológica é uma ilusão conveniente: basta o poder trocar de mãos para assistirmos ao “passe” de figuras públicas ser negociado. Mudam de grupo, vestem outra camisa e passam a defender com o mesmo fervor o lado que antes criticavam, provando que o compromisso nunca foi com o cidadão, mas com o projeto de poder do momento.

O problema se torna ainda mais grave quando percebemos que esse comportamento não é exclusivo da classe política. Ele contaminou a sociedade civil organizada.

Hoje, vemos clubes, entidades de classe e até associações de serviço que se vendem sob a etiqueta da benevolência, mas funcionam como propriedades privadas de “donos” e “pseudodonos”. O assistencialismo vira moeda de troca e vaidade pessoal. O mais doloroso é constatar que essa lógica de feudo alcançou inclusive causas sensíveis — como entidades e ou grupos de apoio a portadores de doenças e grupos de mães e pais de excepcionais e atípicos. Espaços que deveriam ser de acolhimento e luta coletiva muitas vezes se transformam em palanques para projeção individual e disputa de ego.

Diante dessa fragmentação, a pergunta que fica é cristalina: quem ganha com isso?

A resposta é tão óbvia quanto indigesta: ganham os líderes das bolhas e os negociadores de influências. A cidade, tomada como um todo, perde. O cidadão comum, que não pertence a nenhum grupo privilegiado e apenas cumpre com seus deveres, continua na base da pirâmide, carregando nas costas o peso das estruturas de poder.

Enquanto a coletividade for fatiada para alimentar feudos e vaidades, a cidade continuará apenas “andando”, sem nunca alcançar a verdadeira evolução que seu povo merece.

Participe, informe e ajude a melhorar sua cidade. O jornalismo começa com você.

CANAL DO LEITOR: FAÇA SUA RECLAMAÇÃO, CONTATO, REIVINDICAÇÃO, SUGESTÃO E DENÚNCIA PARA O PORTAL POÁ COM ACENTO clicando aqui.

Receba as notícias em primeira mão no seu celular: Você tem WhatsApp ou Telegram?

Ou entre em nosso Grupo do WhatsApp <<<<De Forma Anônima>>>>  Clicando Aqui. É só entrar em nosso grupo do Portal de Notícias POÁ COM ACENTO, e você receberá nossas notícias e reportagens. Click aqui e faça sua escolha: WhatsApp – Telegram. Siga também o Canal Oficial no YouTube clicando aqui e não esqueça de ativar a notificação no sininho. E também tem a opção de TikTok.

 





Comentários



Adicionar Comentário