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Crime de rotina no Centro de Poá desmente boato de arrastão nas redes sociais - POÁ COM ACENTO

publicado em:1/09/26 11:47 PM por: Redação PoáPolícia

Por Adilson Santos

Poá, SP – Na madrugada desta terça-feira, o prédio do condomínio comercial localizado na Avenida 9 de Julho, 240 — situado no coração do Centro de Poá, logo acima da filial das Casas Bahia —, foi alvo de uma ação criminosa. Diferente do alarde gerado nas redes sociais, que chegou a especular um suposto “arrastão” em pleno horário comercial, os fatos apurados pela reportagem apontam para um fato isolado, praticado sob o manto da madrugada e beneficiado pelas péssimas condições climáticas.

Choveu ininterruptamente durante toda a noite e madrugada na cidade, com frequentes oscilações na rede elétrica — cenário favorável para a ação criminosa por volta das 3h da manhã. “Foi ponto de facilitação para um nóia”, desabafou um dos comerciantes que mantém sala no local. As imagens e fotografias que circularam nas redes digitais logo pela manhã mostram claramente a porta das Casas Bahia ainda abaixada e o comércio totalmente fechado no momento em que a movimentação policial e as constatações de danos eram feitas.

A dinâmica diverge de qualquer ação de arrastão, informação confirmada por um membro das forças de segurança. Já o comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar, Capitão Paulo, declarou que, assim que o 190 foi acionado, a PM deslocou equipes até o endereço para prestar apoio aos ocupantes do prédio e passar todas as orientações necessárias.

Detalhes do furto e tentativa de arrombamento
Segundo relatos de comerciantes que atuam no endereço, a porta principal do condomínio comercial foi “michada” (violada com chave falsa ou grampo). No interior, os criminosos atacaram o centro de medição que distribui energia elétrica para todo o edifício, furtando fiação e um medidor de energia.

A reportagem tentou contato com as empresas sediadas no edifício, como a Verde Odonto e a Belo Exames de Vista e Psicologia, mas não obteve atendimento. Já Letícia, representante da JG Educacional, informou que o sistema interno de monitoramento registrou a ação: “As câmeras pegaram uma pessoa. Não é possível ver o rosto com clareza, mas parece ser um homem sozinho. Como há um portão de proteção para acessar a parte superior do prédio, ele tentou arrombar, não conseguiu e ficou restrito à parte de baixo, de onde levou o medidor de energia e os fios”.

O proprietário da escola JG, Juliano Giamini, confirmou ter registrado o Boletim de Ocorrência e ressaltou as providências imediatas: “Já estamos fazendo os reparos no interfone, que foi avariado, e a manutenção no portão de entrada. Contudo, vamos solicitar formalmente que a Polícia Civil investigue o caso para identificar o autor”, declarou.

O episódio reacendeu as críticas dos comerciantes quanto à infraestrutura de segurança pública no Centro de Poá. Um lojista do local, que preferiu não se identificar por receio de retaliações, denunciou a ineficácia dos equipamentos públicos: “As câmeras de monitoramento da prefeitura não estão funcionando. Cade a Associação Comercial para ajudar e dar apoio aos comerciantes? Não adianta ficar fazendo reunião do CONSEG, postando fotos nas redes sociais, mas de fato não fazerem mais nada em prol da segurança dos comerciantes”, desabafou.

Buscando trazer informações precisas e apuradas com rigor à população poaense, a reportagem do portal POÁ COM ACENTO acionou formalmente os órgãos responsáveis e as entidades representativas ainda na manhã de hoje, estabelecendo o prazo limite das 13h50 para o envio de posicionamentos oficiais.

À Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Prefeitura Municipal de Poá, foram encaminhados questionamentos diretos sobre:

Se a Secretaria de Segurança Pública ou a Central de Monitoramento detectaram a anormalidade em tempo real;

Se o GCCom e a Guarda Civil Municipal (GCM) foram acionados para a ocorrência;

Se as câmeras de monitoramento do CSI no entorno da Av. 9 de Julho estão operando regularmente e se registraram a movimentação dos criminosos.

Até o fechamento desta matéria, a SECOM não enviou qualquer resposta ou nota esclarecedora.

O mesmo descaso foi registrado por parte da Associação Comercial e Industrial de Poá (ACIP). A reportagem questionou a entidade sobre a assistência, consultoria e orientações prestadas aos comerciantes associados diante da insegurança no Centro, além de cobrar balanços das ações efetivas realizadas nos últimos dois anos quanto ao aumento de pessoas em situação de rua pernoitando na área comercial. A ACIP também optou pelo silêncio e não respondeu aos contatos da reportagem.

A ausência de respostas por parte da SECOM e da ACIP não apenas deixa a população e os comerciantes sem respostas essenciais, mas demonstra um claro desrespeito ao trabalho da imprensa livre e ao direito de informação do cidadão poaense.

O portal POÁ COM ACENTO mantém o espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Poá, a Secretaria de Segurança Pública e a ACIP se manifestem sobre o ocorrido e sobre as medidas que serão adotadas para reforçar a segurança do comércio local.

Fotos: Redes Sociais

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