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A Justiça de Minas e o Gosto Amargo da Impunidade - POÁ COM ACENTO

publicado em:24/02/26 12:05 PM por: Redação Editorial

Dizem que Minas Gerais é a terra da hospitalidade e do acolhimento, mas a decisão vinda da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça mineiro deixou um gosto amargo que nem o melhor café consegue tirar. Até o pão de queijo, símbolo da nossa mineiridade, sentiu vergonha diante de uma sentença que tentou transformar o estupro de uma criança de 12 anos em “núcleo familiar”.

O que assistimos em Minas não foi apenas um erro técnico; foi um atentado contra a infância. Se não fosse a repercussão da imprensa, o barulho dos portais e a vigilância da sociedade civil, esse seria apenas mais um processo enterrado nas gavetas empoeiradas do Judiciário. Mais uma vez, o poder econômico e os altos cargos se sentiram no direito de fragilizar uma vida vulnerável neste nosso “Brasil de Meu Deus”.

A discrepância é de saltar aos olhos e causa náuseas. O cidadão comum, o “pobre lascado”, se comete um deslize, sente o peso do ferro das grades e o rigor imediato da lei. Mas, para a casta dos magistrados, o figurino é outro.

Pasmem: quando um juiz ou desembargador é pego “com a boca na botija”, envolvido em escândalos ou decisões que afrontam o bom senso e a dignidade humana, a “punição” beira o deboche. O “bonito” é simplesmente afastado e, no limite, aposentado compulsoriamente com o salário integral na conta. Enquanto a vítima carrega o trauma para a vida toda, o algoz descansa com dinheiro público no bolso.

Embora a corrupção e o privilégio existam em outros cantos do mundo, o Brasil institucionalizou a impunidade de luxo. Em democracias maduras, a quebra de decoro e o crime cometido por quem deveria guardar a lei resultam em perda de cargo, prisão e banimento da vida pública. Aqui, parece que a toga serve de escudo, e o tribunal, de castelo.

A pergunta que fica no ar é: quem se sente encorajado com essa decisão? * Serve de exemplo para o predador, que agora se sente livre para “formar família” com crianças, desde que tenha bons advogados.

Serve de exemplo para o cidadão de bem, que perde o último pingo de esperança na justiça dos homens.

A denúncia que recai agora sobre o desembargador Magid Nauef Láuar — de que ele próprio seria um abusador — coloca um ponto de interrogação gigante sobre cada sentença proferida. Se a Justiça é cega, em Minas ela parece ter sido também conivente.

Nós, do POÁ COM ACENTO, seguiremos cobrando. Porque se a toga não tem vergonha, o teclado do repórter tem memória.

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