Casa de Ferreiro, Espeto de Pau? Engenheiros de Poá ficam "no escuro" em segunda invasão da semana - POÁ COM ACENTO
Da Redação
Poá, SP – Diz o ditado popular que “casa de ferreiro, o espeto é de pau”. Mas em Poá, o ditado acaba de ganhar uma atualização técnica com selo do CREA: na badalada “Casa do Engenheiro”, o alarme é enfeite, a segurança é calculada na base do improviso e o prejuízo já passa dos dez mil reais.
Em menos de uma semana, a sede da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Poá (AEAA) provou que, na prática, a teoria é outra. A sede foi invadida duas vezes. Isso mesmo: duas vezes. Se a primeira foi um alerta, a segunda — ocorrida no último dia 15 — foi um verdadeiro “atestado de óbito” da eficiência logística e de segurança da entidade.
O bandido, que parece entender mais de fiação e pontos cegos do que muita gente com diploma na parede, entrou pelos fundos, vindo de uma casa abandonada. Ele tentou janelas, não conseguiu, e então aplicou o “protocolo básico de invasão”: foi ao poste e cortou a luz.
Aqui entra a primeira dúvida técnica para os especialistas da casa: como um prédio que abriga a nata da engenharia e arquitetura local, e que ainda serve de base para o CREA-SP, depende de um sistema de monitoramento que simplesmente “esquece” de avisar quando a energia acaba ou quando os sensores gritam?
A AEAA alega que o sistema tinha bateria reserva, mas houve uma “falha crítica” da empresa de monitoramento. Ora, se os engenheiros não sabem testar a redundância de um sistema de segurança ou fiscalizar o contrato de quem deveria protegê-los, quem saberá? Sobrou até para o “Link-CREA SP”, que foi levado junto com CPUs, notebooks e microfones.
O crime só foi descoberto no dia seguinte, quando o secretário e um auxiliar chegaram animados para gravar um podcast. Em vez de áudio limpo, encontraram portas arrombadas, grades quebradas e um prejuízo estimado em R$ 10.000,00.
Fica a pergunta no ar: o tema do podcast seria “Como proteger seu patrimônio”?
Silêncio no Gabinete
A redação do POÁ COM ACENTO tentou contato com o presidente da Associação, Ricardo Leão, para entender como uma entidade que preza pela técnica e pelo cálculo exato deixou passar uma variável tão óbvia quanto a vulnerabilidade dos fundos do terreno. Até o fechamento desta edição, o silêncio do presidente foi tão absoluto quanto o do alarme no momento do roubo.
Solicitamos o Boletim de Ocorrência completo, mas a transparência parece ter sofrido um curto-circuito: só nos forneceram o número.
Fica o espaço aberto para que a AEAA explique aos seus associados (e aos cidadãos de Poá) que tipo de “engenharia” é essa onde o bandido faz o cálculo estrutural do arrombamento melhor que os proprietários fazem o da segurança.
Fotos: Divulgação AEAA
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