A Lenda do coordenador de votos próprios e seu assessor master chief - POÁ COM ACENTO
Nos corredores esfumaçados da política local, onde a fumaça das promessas é mais densa que a neblina matinal, existe uma figura quase mítica: Dr. Epaminondas “Epa” da Silva, o Coordenador Político.
Dr. Epa é um gênio estratégico, um mestre da articulação, um guru das redes de influência… exceto por um pequeno detalhe: ele não consegue o próprio voto.
Sua campanha mais bem-sucedida foi em 2008, quando concorreu a síndico do bloco D do seu prédio e perdeu para a vizinha do 302, a Dona Maricota, que prometeu trocar as lâmpadas queimadas do corredor. Fontes extraoficiais dizem que até o voto nulo dele deu problema na urna eletrônica.
Mas isso não o impede! Epa tem uma equipe de assessores de fazer inveja a um país de primeiro mundo, liderados por Júnior “o Mão de Vaca”, seu Assessor Master Chief de Estratégias Digitais. Júnior é um especialista em analytics de alta performance, que passa 18 horas por dia analisando gráficos e dashboards complexíssimos.
Júnior, olhando para um gráfico com zero votos: “Coordenador, a tendência é clara. Nossa estratégia de engajamento no Instagram com fotos de gatinhos e citações de autoajuda está gerando um heatmap de indiferença sem precedentes. Precisamos pivotar para o TikTok com coreografias que falem sobre a importância do asfalto.”
O Dr. Epa, que entende de heatmap tanto quanto de física quântica, balança a cabeça com a sabedoria de quem acabou de almoçar:
Epa: “Excelente, Júnior! Mantenha o foco nos votos alheios. Afinal, conseguir o próprio voto é para amadores. O verdadeiro poder está em coordenar o voto de quem você nem conhece! Eu não preciso de um voto, Júnior, eu preciso de milhares que não são meus! E, por favor, agende um almoço com a Dona Maricota. Quero entender a estratégia dela com as lâmpadas. É um case de sucesso.”
E assim segue a vida na assessoria e coordenação: um mundo de jargões complexos, reuniões urgentes sobre nada e a certeza de que, se o Coordenador tivesse que escolher uma cor na urna eletrônica, ele provavelmente erraria o número e votaria no concorrente. O importante é o cargo, o cafezinho premium e, claro, o status de ser o cérebro que comanda zero eleitores.
Foto: IA
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