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Advogado poaense relata momentos de tensão durante megaoperação no Rio de Janeiro - POÁ COM ACENTO

publicado em:31/10/25 1:35 PM por: Redação Poá

Da Redação

O advogado Felipe Tiski Gattolin

Poá, SP – O advogado Felipe Tiski Gattolin, natural de Poá, e hoje com atuação na cidade vizinha de Suzano (SP), estava no Rio de Janeiro a trabalho no mesmo dia em que ocorreu a megaoperação policial que, segundo veículos internacionais, resultou em mais de 100 mortos — sendo noticiada como “o pior dia de violência na história do Rio”.

Em relato publicado em suas redes sociais, Gattolin descreveu o momento em que precisou deixar a Avenida Brasil, uma das principais vias da capital fluminense, após ser alertado por seu cliente em meio à intensa movimentação policial e confrontos.

Segundo o advogado, ele chegou à cidade por volta das 13h e, ao passar por Belford Roxo, foi surpreendido pelo alerta e pela confusão que se formava. O relato, que mistura tensão, observações sociais e um apelo por paz, repercutiu entre internautas e chamou atenção também na imprensa regional.

Confira a declaração na íntegra publicada por Felipe Tiski Gattolin:

Foto dos mortos que foram tirados da área de confronto e enfileirados na Praça São Lucas, no complexo da Penha, que repercutiu na imprensa mundial, que foi postada em suas redes sociais.

“Chegamos no Rio de Janeiro por volta das 13:00hrs.
Pegamos a avenida Brasil e estávamos em Belford Roxo quando recebi a ligação do cliente dizendo:
‘SAÍ DAÍ PORRA! SAÍ DAÍ AGORA!’
Um bando de garotos pularam pra pista expressa parando um caminhão grande que imediatamente se atravessou na pista.
Cortamos o caminhão pela pista local, tivemos sorte de estar antes do acesso!
Acelerando para encontrar uma via de acesso para a Zona Sul, Copacabana estava bacana, estavam os bacanas, os turistas desfrutando de um Xoppinho no Xóóping de frente pra praia, sem nenhum K.O.
Quando de repente começa uma correria das empregadas domésticas, das atendentes de loja, das babás, das auxiliares de limpeza, das(os) balconistas atrás de seus filhos nas escolas e creches, todos atrás de busão, condução, metrô e moto táxi, tentando sair do centro e voltar pra favela em segurança.
E nas favelas? O que acontecia?
‘And in my hour of darkness, she is standing right in front of me’
E na Zona Sul?
‘Let It Be’
E no resto do país?
‘And when the brokenhearted people
Living in the world agree
There will be an answer
Let It Be’
Nós, a sociedade:
‘E quando as pessoas de coração partido
Vivendo no mundo concordarem
Haverá uma resposta
Deixe estar’
Peço a Deus que nos ajude e clamo por misericórdia.”

A postagem do advogado poaense humaniza um dos episódios mais marcantes e trágicos do cenário recente da segurança pública brasileira, ressaltando o contraste entre o cotidiano da Zona Sul e o caos vivido nas comunidades do Rio de Janeiro durante a operação.

Foto: Redes Sociais

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