Nossa reportagem flagrou homem dormindo em via pública e acionou Secretaria de Assistência Social - POÁ COM ACENTO
Da Redação
Poá, SP – Na tarde desta sexta-feira (2), a equipe de reportagem esteve no cruzamento da Avenida 9 de Julho com a Rua Silvério Pereira Jordão, em Poá, e flagrou um homem dormindo na calçada. Diante da cena, nossa redação entrou em contato com o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Wellington Alves Teixeira, que informou já ter recebido outros chamados semelhantes sobre o mesmo caso.
O que mais chamou atenção foi a reação da população: diversas pessoas passavam pelo local e fingiam não ver. Entre elas, dois comerciantes que seguiam para uma padaria próxima. Um deles, inclusive, conhecido por ser um homem de posses e com diversos imóveis na área central da cidade, demonstrou nenhum bom senso, responsabilidade social ou humanidade. O episódio reforça um debate necessário: dinheiro não compra consciência social nem empatia.
Segundo Teixeira, Poá conta com uma Casa de Acolhimento (Albergue Municipal) que funciona 24 horas, oferecendo pernoite, café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. O espaço dispõe de equipe técnica que auxilia na obtenção de documentos pessoais, inclusão em programas sociais, acesso ao mercado de trabalho, além de reinserção familiar quando possível. O equipamento está localizado na Rua Vicente Guida, nº 153, Vila Açoreana.
Além disso, o município dispõe do serviço de Abordagem Social, com educadores que percorrem os espaços públicos para oferecer acolhimento e encaminhamentos. O serviço pode ser acionado 24h pelo WhatsApp (11) 4639-9227.
Ainda nesta noite, segundo o secretário, uma educadora foi até o local após nossa denúncia, mas não encontrou mais o homem, apenas caixas de papelão espalhadas pela calçada.
Qual é a responsabilidade de cada cidadão?
A cena presenciada não é apenas um reflexo da vulnerabilidade social, mas também da postura da comunidade diante da exclusão.
Do ponto de vista humano: respeitar a dignidade da pessoa em situação de rua e, se possível, oferecer ajuda básica.
Do ponto de vista social: acionar os serviços competentes, como a Abordagem Social ou o SAMU (192), em caso de risco à saúde.
Do ponto de vista legal: a Constituição Federal (art. 23, X) reforça que combater a pobreza e a exclusão social é responsabilidade de todos, não apenas do poder público.
Em resumo: ignorar não é o caminho. Cada gesto de empatia e cidadania pode ser decisivo para transformar vidas.
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