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A Cidade das sombras e o teatro do absurdo - POÁ COM ACENTO

publicado em:18/02/26 12:50 PM por: Redação Editorial

Por Adilson Santos 

Poá caminha sob um céu de chumbo, mas não é a chuva que nos ameaça; é a erosão da cidadania. Após anos observando as entranhas desta cidade, o que vejo não é apenas uma crise de gestão, mas um fenômeno de cegueira coletiva, onde o direito virou favor e a denúncia virou postagem de rede social.

Vivemos a era do desabafo digital que morre no “feed”. O cidadão é assaltado, sofre a violência na pele, mas nega ao Estado o registro oficial. Não há BO, não há 190. Há apenas o grito no vácuo do Facebook, enquanto se espera que a “política” resolva o que o sistema sequer sabe que aconteceu.

O mesmo ocorre com a escuridão. Lâmpadas apagadas tornam-se palcos para vereadores que, em vez de fiscalizarem a empresa de iluminação ou cobrarem a transparência do 0800 escondido pela Prefeitura, preferem o “jogo do empurra”. O executivo e o legislativo se digladiam nos bastidores com lobistas, enquanto o povo, desorientado, agradece ao político por uma luz que ele paga caro para ter.

Onde a dor deveria encontrar acolhimento, encontra o balcão de negócios. É inadmissível que, em pleno 2026, a saúde em Poá ainda passe pelo crivo de assessores e “apadrinhados”. Enquanto a Dona Maria e o Senhor José definham no final da fila da Vila Júlia, o “vereador da quitanda” e seus asseclas operam o sistema como se a Secretaria de Saúde fosse uma extensão de seus gabinetes.

É o teatro do absurdo: o parlamentar que deveria presidir a Comissão de Saúde e fiscalizar o Prefeito, prefere indicar cargos e gerir agendamentos. Isso não é política; é sequestro do direito à vida.

O cenário se agrava quando olhamos para as cúpulas. Entre cafés pujantes e bate-papos cordiais, a Justiça e o Ministério Público parecem viver em uma redoma de vidro. Promotores que não recebem o povo, magistrados preocupados com a manutenção de seus privilégios e um sistema que burocratiza o acesso ao direito básico. Se podem complicar, por que facilitar?

Enquanto isso, a Constituição Federal, que exige publicidade e transparência nos serviços públicos, é tratada como um rascunho descartável. O boicote à imprensa livre é a arma dos covardes que operam “debaixo do pano”. Tentam calar o POÁ COM ACENTO e outros veículos porque a verdade é o único holofote que eles não conseguem apagar com um acordo de gabinete.

Poá está caindo em um buraco profundo, cavado pela desinformação de uns e pela má-fé de outros. Mas o jornalismo — este Quarto Poder tantas vezes fustigado — permanece de pé.

Não se iluda: o vereador que “faz o favor” de marcar sua consulta é o mesmo que rouba sua dignidade ao não investir no sistema para todos. O político que “pede a lâmpada” é o mesmo que permite que o contrato de iluminação seja uma caixa-preta.

Cidadão poaense: acorde. O seu voto não é moeda de troca e o seu direito não é caridade. Enquanto houver um pingo de tinta e uma conexão ativa, nós traremos esses conluios à baila.

Porque uma cidade sem voz é uma cidade sem futuro.

Imagem Gerada por IA

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A última modificação foi feita em:Fevereiro 19th, 2026 as 22:31




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