ESG de Fachada? Texell "Pisa na Bola" com buzinaços e silêncio das autoridades em Poá - POÁ COM ACENTO
Por: Adilson Santos
Poá, SP – No papel, o discurso é de “primeiro mundo”. No site oficial da Texell Construções e Soluções Ambientais, empresa responsável pela coleta de lixo em Poá, as promessas brilham: “respeito ao meio ambiente”, “prevenção da poluição” e “melhoria contínua”. Mas, na prática das ruas poenses, o que o cidadão recebe é poluição sonora da pior espécie e um desrespeito flagrante ao sossego público.
Neste mês de dezembro, o tradicional “descanso de sábado” virou artigo de luxo. O motivo? O uso indiscriminado de buzinas pelos caminhões da coleta, e não é buzina comum, são aquelas de som bem alto . O objetivo, todos sabem, é o pedido da “caixinha de Natal”. O que outrora era uma tradição gentil — onde o morador, por espontânea vontade, presenteava os coletores com panetones e sidras — transformou-se em uma cobrança sonora agressiva e ininterrupta que ignora a existência de idosos, recém-nascidos, enfermos e pessoas com autismo na cidade.
Se a empresa diz seguir critérios de ESG (Ambiental, Social e Governança), ela deveria saber que poluição sonora é poluição ambiental. Perturbar o sossego alheio três vezes por semana, durante um mês inteiro, não é “gestão de impacto social”, é falta de controle operacional.
Como pode uma empresa prometer “reduzir riscos de saúde” se submete a vizinhança a um estresse auditivo constante? Onde está o treinamento desses colaboradores para entender que a buzina é um item de segurança, não um sino de arrecadação?
Lembrando que são todos muito educados, espontâneos, quando passam trabalhando fazendo a coleta, sempre cumprimentam dando bom dia. São trabalhadores que ganham o pão de cada dia de forma honesta.
Cadê a Fiscalização?
O problema, porém, não para na empresa. Onde está o gestor do contrato da Prefeitura de Poá? É impossível que o barulho que acorda bairros inteiros não chegue aos ouvidos do gabinete. A omissão de quem deveria fiscalizar o contrato é, no mínimo, conivente.
E os nossos vereadores? Aqueles que nas redes sociais postam fotos “correndo pelo povo” e defendendo a qualidade de vida. Pelo visto, o barulho das buzinas impede que eles ouçam as reclamações da periferia. Estão ocupados demais olhando para o próprio umbigo — ou para a próxima eleição — enquanto o cidadão comum perde o direito básico de ter paz dentro da própria casa.
Os coletores merecem, sim, ser valorizados e bem remunerados. São profissionais essenciais. Mas a valorização não vem através do incômodo e da coação sonora. Vem através de salários dignos pagos pela empresa e do respeito mútuo com a sociedade.
A Texell precisa decidir: ou retira as frases bonitas do seu site, ou começa a praticar o que escreve. Poá não é terra de ninguém, e o lixo recolhido não pode levar junto a saúde mental dos moradores.
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