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Final de Semana em Poá: Descanso versos "Custe o que Custar" - POÁ COM ACENTO

publicado em:9/12/25 11:10 AM por: Redação Pitaco & Pimenta

O fim de semana chega, e com ele, a eterna dicotomia na cidade de Poá, São Paulo: o merecido momento de descanso para aqueles que trabalharam arduamente, ou a licença para “curtir custe o que custar”, muitas vezes à revelia do direito alheio ao sossego e à ordem pública.

Enquanto boa parte da população busca o refúgio das igrejas, católicas ou evangélicas, ou se concentra no lazer mais tradicional, como a clássica “pelada” nos campos de várzea, a cidade lida constantemente com o persistente problema da perturbação do sossego. O cenário é recorrente: som alto, ruas parcialmente ou totalmente interditadas e a proliferação de casas e salões de festas que operam sem as devidas licenças em diversos bairros.

O ápice dessa problemática foi visto no último domingo, em um caso emblemático na Rua Uruaçu, altura do 215. Uma moradora procurou a reportagem para denunciar a dificuldade de locomoção e o caos veicular, com carros estacionados em guias rebaixadas e em frente a residências. Vídeos enviados à redação comprovam o trânsito lento e a desorganização.

A denúncia original mencionou, inclusive, um forte cheiro de entorpecentes – um fato que, embora negado posteriormente nas redes sociais por frequentadores que alegaram a “falta de assunto” do portal, reacendeu o debate. Ironicamente, a repercussão gerou mais comentários positivos que negativos, com frequentadores defendendo que o local é uma “ótima opção para famílias”, com eventos “organizados, com ordem e decência”.

A questão que permanece é: a defesa do lazer, mesmo que familiar e organizado, pode justificar o custo da desorganização e da privação do direito de ir e vir dos moradores locais? Será que o final de semana é um passe livre para estacionar em cima da calçada e ignorar as regras básicas de convivência?

 Comércio, Eventos e a Questão da Autorização

A situação se estende ao setor comercial. Um estabelecimento na Rua Dário Carneiro, na Vila Perracini, exemplifica a utilização de tendas na via pública e calçada. Questiona-se se tal interdição possui a devida autorização da Prefeitura e da Secretaria de Mobilidade Urbana. Há relatos de que eventos no local contam, inclusive, com o apoio de um vereador local, o que apenas reforça a necessidade de um posicionamento oficial das autoridades e do próprio representante eleito.

O crescimento da cidade de Poá se manifesta também na rápida instalação de novos salões de festas em bairros residenciais. Recebemos denúncias de irregularidades no Jardim Débora e, novamente, na Vila Perracini, onde os novos empreendimentos têm sido fonte de transtorno:

Som alto em volume excessivo.

Estacionamento caótico em frente a casas, calçadas e locais proibidos.

Falta de fiscalização da Prefeitura e do Trânsito.

O ápice do temor ocorreu na última semana, quando, após uma festa, um grupo de pessoas alcoolizadas foi ouvido gritando ameaças de disparos, gerando pânico na vizinhança. Relatos de pessoas fumando entorpecentes próximos às janelas das residências completam o quadro de invasão e medo.

Solicitamos à Prefeitura um posicionamento oficial sobre o crescimento desses empreendimentos nos últimos cinco anos e quais medidas de fiscalização estão sendo adotadas para garantir o bom senso e o respeito mútuo.

O direito ao lazer é inegável, assim como é inegociável o direito ao sossego para quem escolhe morar em um bairro. A fórmula para a convivência não é complexa: bom senso e respeito ao espaço do outro.

Fazer festas é permitido; infringir a lei e tirar a paz dos vizinhos, não. A inação da fiscalização e, em alguns casos, o apoio político velado a certas práticas, apenas incentiva a anarquia nos finais de semana. Poá precisa de lazer com responsabilidade. O sossego dos seus moradores não pode “custar o que custar” ao preço do desrespeito.

Imagem: IA

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