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Quando o Crime Organizado Veste Terno: A Crise Ética no Alto Tietê, por Carlos Momose - POÁ COM ACENTO

publicado em:18/10/25 12:49 PM por: Redação Artigo

Por Carlos Alberto Momose – Voz que não se cala

A recente atuação do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Ferraz de Vasconcelos e outros municípios do Alto Tietê escancarou uma realidade que muitos preferem ignorar: o crime organizado não está apenas nas periferias, mas também nos gabinetes. A prisão de ex-presidentes das câmaras municipais, como Flávio Batista de Souza (Inha) e Luiz Carlos Alves Dias, revela uma rede de corrupção institucionalizada, onde o dinheiro público é tratado como propriedade privada — e, pior, como moeda de troca entre políticos e facções criminosas.

A Operação Muditia, que investiga fraudes em licitações e contratos de mão de obra terceirizada, expôs um esquema que pode ter se espalhado por mais de uma dezena de cidades paulistas. Empresas de fachada, contratos superfaturados e desvios milionários são apenas a superfície. O que realmente assusta é a possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção que há décadas domina o submundo do crime e agora parece ter estendido seus tentáculos para dentro das instituições democráticas.

Ferraz de Vasconcelos, minha cidade, já sofre com infraestrutura precária, saúde colapsada e segurança pública insuficiente. Saber que os recursos que poderiam melhorar a vida da população foram desviados para alimentar esquemas criminosos é revoltante. É como se a esperança fosse saqueada junto com o orçamento.

Mas não basta indignar-se. É preciso agir, cobrar, fiscalizar. O papel do GAECO é fundamental, mas a sociedade civil precisa ocupar seu espaço. Precisamos de transparência radical, educação política nas escolas e mecanismos de controle social que funcionem de verdade. Não podemos mais aceitar que vereadores virem cúmplices de facções, que licitações sejam manipuladas como cartas marcadas, que o dinheiro público vire combustível para o crime.

O Alto Tietê está em alerta. E o Brasil deveria estar também. Porque quando o crime organizado veste terno e entra pelas portas da política, não é só a lei que está em risco — é a democracia.

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