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Mais vale um inimigo declarado do que um amigo disfarçado, por Deise Passos - POÁ COM ACENTO

publicado em:12/09/25 5:19 PM por: Redação Artigo

Por Dra. Deise Passos

Algumas pessoas estão tão próximas de nós que acreditamos conhecê-las completamente. São amizades de longa data, confidentes, familiares. E é justamente por essa proximidade que a dor se torna mais intensa quando somos feridos.

Quando confiamos em alguém muito próximo e surge um assunto delicado, ele poderia ser abordado com empatia, cuidado e compreensão. Mas, muitas vezes, o que acontece é o contrário: um fato distorcido sobre nós é usado como arma.

Esse fato, que nunca foi compartilhado de forma amorosa em uma conversa amistosa, poderia servir como ponto de reflexão ou orientação. No entanto, acaba sendo usado para atacar. E, quando isso acontece, a ferida é mais profunda: toca no ponto certo, mas não para ajudar, e sim para ferir, para se afirmar em algo que sequer tem relação com a situação.

Não raras vezes, alguém de confiança age pior do que um desconhecido.
Proximidade não é sinônimo de cuidado.
Confiança nem sempre é recíproca.

Surge, então, uma reflexão: até onde o ser humano se considera no direito de ferir outro, usando justamente aquilo que sabe sobre ele? O mesmo conhecimento poderia edificar, abrir perspectivas — desde que fosse compartilhado com amor, cautela e cuidado.

O verdadeiro direito vai além das leis. Ele reside na dignidade humana, na ética de se relacionar sem violar a integridade do outro.

Aprender a lei de ser humano com o outro é tão importante quanto cumprir normas legais. Respeito e empatia são pilares de qualquer convivência saudável.

Há momentos em que é mais fácil lidar com quem se declara inimigo de forma aberta do que com quem se apresenta como próximo e age de maneira traiçoeira. Em outras palavras: melhor um inimigo declarado do que um amigo disfarçado.

Proteger-se, portanto, é reconhecer limites, preservar a própria paz e escolher a quem se entrega confiança — sempre mantendo a dignidade e o respeito.

A grande reflexão final é inevitável:
como cumprir a lei dos homens se não cumprimos a lei essencial de sermos humanos uns com os outros?

Antes de existir qualquer lei externa, é necessário revisitar a própria lei interna, compreender a essência, edificar a alma. Só assim será possível construir um direito verdadeiro, com profundidade e humanidade.

Antes de tudo, é preciso ser — e aprender a ser — plenamente humano.

Dra. Deise Passos: Com atuação na OAB de Poá e atualmente na Comissão de Direitos do Autista da OAB de Mogi das Cruzes, onde também atua como conselheira suplente no CMAPD (Conselho Municipal para Assuntos da Pessoa com Deficiência), colunista no portal de notícias POÁ COM ACENTO e Jornal Argumento.

Além dos artigos e vídeos no portal e no jornal, ela também se conecta com o público por meio de suas redes sociais:

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